segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Moradores/as destacam relação com a cidade na terceira oficina de propostas para o 2 de Julho

A oficina do Plano de Bairro ocorreu no Centro de Estudos Afro-Orientais


Um grupo diverso e participativo reuniu-se, no dia 24 de novembro, para elaborar propostas coletivas de melhoria para o bairro 2 de Julho. Nessa oficina, os participantes pontuaram questões que vem atingindo o bairro e o centro da cidade, como os imóveis em ruínas ou sem uso; ameaças de desapropriações e remoção de moradores; projetos não participativos que podem gerar processos de gentrificação e higienização; privatização da paisagem e de espaços públicos; ameaça ao direito à moradia; vulnerabilidade da região central, em especial atingindo mulheres e a população negra.


Participantes debatem o bairro 2 de Julho na terceira oficina de Propostas, no Centro de Estudos Afro-Orientais


Por outro lado, para a construção um bairro e uma cidade melhor, o grupo destacou a importância da valorização da cultura, da educação, dos valores históricos e identitários do bairro, bem como da ação coletiva e dos processos de lutas e resistências pelo direito à cidade, que podem ressignificar espaços e gerar transformações, pois, como observou um dos participantes, “a cidade nos pertence”.


Painéis informativos: potencialidades e problemas do 2 de Julho
Para nortear as propostas a serem feitas, além das informações sobre os problemas e potencialidades do bairro, os/as moradores/as levantaram algumas questões como: A quem interessa o bairro? Quem decide onde podemos morar? Quais memórias são mantidas e quais são expulsas e apagadas? Quem se beneficia com o abandono do centro e os projetos de intervenção?

Nesse sentido, os participantes observaram como importante atuar em relação à ação imobiliária, econômica e corporativa que atinge o bairro e outras áreas do centro, no caso de projetos não participativos, que não beneficiem a coletividade de moradores/as e a população mais vulnerável. Além disso, foram feitas propostas específicas de melhoria para o bairro, dentre elas: habitação social em vazios urbanos, contribuindo na redução do déficit habitacional e do esvaziamento da população, além da permanência das famílias atingidas pelos decretos de desapropriação; ações relacionadas à cultura e ao patrimônio, com a valorização de artistas e da cultura local, articulação com espaços culturais do entorno e restauração das fontes de água desativadas; melhoria da mobilidade e acessibilidade que facilitem ligação entre partes alta e baixa do bairro; atividades itinerantes de lazer para idosos/as; creches públicas; construção de espaço público de apoio para a guarda de material de ambulantes; ações de paisagismo, arborização e conscientização ambiental; horta recreativa; ações de segurança colaborativa; melhoria da coleta seletiva de lixo e pontos de coleta nas feiras; contenção e manutenção das encostas do bairro.

Panfleto de divulgação da Oficina no CEAO
Os/as moradores apontaram que as propostas de melhoria para o bairro devem envolver responsabilidades do poder público e também ações de moradores, destacando-se a importância de mobilização da comunidade.

A Oficina no CEAO finaliza o ciclo de Oficinas de Propostas do Plano de Bairro 2 de Julho, realizadas em novembro de 2016, com atividades que iniciaram no Colégio Ypiranga e no Centro Cultural Que Ladeira é Essa. A próxima e última Oficina será de consolidação e ajustes finais de todas as propostas que foram elaboradas até o momento pelos/as moradores/as.

O Plano de Bairro 2 de Julho é um projeto de extensão desenvolvido desde 2014 em parceria com movimentos, organizações e moradores/as do bairro, pelo Grupo de Pesquisa Lugar Comum da Faculdade de Arquitetura da UFBA.



Parte do grupo de participantes da terceira Oficina de Propostas do Plano de Bairro 2 de Julho



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Melhorias para o bairro 2 de Julho são propostas em Oficina no Centro Cultural "Que Ladeira é Essa?”

A segunda oficina de propostas do Plano de Bairro ocorreu na Ladeira da Preguiça



O Centro Cultural "Que Ladeira é Essa?" recebeu, no dia 17 de novembro, a segunda oficina de propostas do Plano de Bairro 2 de Julho, com participação de moradores/as da rua Visconde de Mauá, do Sodré, Fagundes Varela, Areal de Baixo, Augusto França, Av. Lafayete Coutinho e Ladeira da Preguiça. O grupo elaborou propostas relacionadas a temas como meio ambiente, saneamento, educação e saúde, combate à desigualdade, mobilidade, segurança, cultura, com atenção para população mais vulnerável como crianças, idosos/as, mulheres e população em situação de rua.


Moradores/as participam de oficina de propostas para o bairro 2 de Julho, no Centro Cultural Que Ladeira é Essa?

Durante os debates, moradores/as relataram dificuldades na promoção de justiça social no bairro, com impacto no direito à moradia e a ameaça de expulsão de moradores do centro da cidade, como no caso dos decretos de desapropriação que atingem imóveis no bairro. Também foi pontuada preocupação com a exclusão e o futuro de jovens e crianças, o acesso à educação e a espaços de lazer, além de dificuldades na mobilidade com obstáculos nas ruas, lixo e descaso com a fragilidade das encostas. Já a beleza do bairro foi destacada como um ponto forte, especialmente a vista para o mar da Baía de Todos-os-Santos, que é ao mesmo tempo cobiçada por empreendimentos privados de luxo.


Participantes montam mural com imagens do bairro 
Os/as participantes também percebem o bairro com uma cultura local forte, com música e arte pulsantes; e também solidário e unido, criando espaços de lazer com a ocupação de ruas e mutirões de pintura das casas. Uma das moradoras relatou seu sentimento de união, esperança e de lutar pelo espaço: “quero continuar morando aqui”.

Outros participantes destacaram a importância do passado, da memória e da história do bairro na luta por liberdade e pela cidade. E nessa luta, que continua nos tempos atuais, ter direito à cidade para os moradores é ter direito a um bairro e cidade verde e limpa, em que se possa ir e vir tranquilamente, é ter beleza e segurança, é acreditar na potência do passado e dos seus próprios moradores/as; para os participantes ter direito à cidade é principalmente ter direito a ser respeitado e é união e construção coletivas: “somos nós que fazemos; somos a força que move”, finalizou uma moradora. 




Grupo debate as propostas de melhorias para o bairro 2 de Julho



Assim, a partir das suas percepções e experiências, e de informações coletadas durante a pesquisa do Plano de Bairro, apresentadas em painéis informativos com as principais “potencialidades e problemas” do 2 de Julho, os participantes elaboraram propostas de melhorias para o bairrodentre as quais se destacam: Arborização, com criação de espaços públicos e verdes; Florir o bairro, através de mutirões de moradores/as; Melhoria da coleta de lixo e novos coletores; Instalação de creches públicas; Implantação de transporte público interno de porte adequado ao bairro; Construção de casas de atenção e lazer para população de terceira idade; Melhoria da infraestrutura e ampliação do serviço do Posto de Saúde; Construção de casas de apoio e tratamento para população mais vulnerabilizada; Centros de geração de emprego e renda para jovens; Criação de residências artísticas que conectem agentes locais e de outras cidades; Criação e manutenção de hortas comunitárias; Melhoria de espaços públicos de lazer e referentes ao patrimônio e história do bairro.


Panfleto de divulgação da oficina na Preguiça
O uso  dos vazios urbanos foi apontado novamente pelos/as moradores/as presentes como fundamental para implementar algumas propostas, em especial as relacionadas a espaços verdes, sociais, culturais, educacionais e de lazer. As questões referentes às desapropriações e direito à moradia no bairro também foram indicadas como temas importantes para dar continuidade às mobilizações e articulações.

Ao final desse ciclo de oficinas, todas as propostas serão sistematizadas para em seguida serem apresentadas e debatidas com a comunidade. O Plano de Bairro 2 de Julho é um projeto de extensão desenvolvido desde 2014 em parceria com movimentos, organizações e moradores/as do bairro, pelo Grupo de Pesquisa Lugar Comum da Faculdade de Arquitetura da UFBA.

Parte da turma da segunda Oficina de Propostas do Plano de Bairro  2 de Julho


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Alunos e alunas do Colégio Ypiranga elaboram propostas de melhorias para o bairro 2 de Julho

O Plano de Bairro 2 de Julho realizou uma Oficina com quinze alunos/as do Colégio Estadual Ypiranga, que debateram e indicaram propostas de melhorias para o bairro na tarde da última quinta-feira, 10 de  novembro, na sede do Colégio, localizado na rua do Sodré.

Alunos/as do Colégio Ypiranga participam de Oficina de Propostas do Plano de Bairro 2 de Julho


Através do uso de imagens do bairro 2 de julho, os/as alunos/as inicialmente debateram sobre o bairro onde estudam e onde alguns também moram. Os/as participantes apontaram, em especial, referências ao passado, à memória e infância; à beleza e cultura do bairro; à importância do Colégio Ypiranga no seu cotidiano; a processos coletivos de resistência e união da comunidade; a problemas com lixo acumulado, insegurança e esvaziamento da população; além de menção a interesses econômicos privados no bairro e a importância de comunidades vizinhas, como a Gamboa de Baixo. Na atividade, os assuntos discutidos foram relacionados ao direito a uma vida digna, a um bairro melhor e ao direito à cidade


Painéis informativos usados durante a Oficina, com mapeamento das principais potencialidades e dos problemas do bairro


Participantes analisam painéis de informações sobre o bairro
Durante os debates ocorridos na Oficina, foram utilizados painéis informativos com mapeamento  das principais características, potencialidades e problemas do 2 de Julho, a partir de dados da pesquisa do Plano de Bairro.

Desse modo, a partir das suas próprias vivências no bairro, os/as alunos/as priorizaram no debate os temas de educação, habitação, vazios urbanos, espaços públicos, espaços verdes, lazer, segurança, mobilidade e desigualdade social.






Grupo debate as propostas de melhorias
Por fim, os/as participantes apresentaram propostas de melhorias para o bairro, das quais se destacam: creche pública na Ladeira da Preguiça; parque com quadra de esportes no vazio urbano entre a rua do Sodré e a Av. Carlos Gomes; centro de apoio social para a população vulnerabilizada do bairro; moradia social e espaço cultural; e o “Espaço Bibliodigital”, espaço educativo que uniria biblioteca e lan house pública de acesso e inclusão digital, na área central do bairro.



Panfleto de divulgação da Oficina no Ypiranga 
O uso dos vazios urbanos do bairro foi considerado pelos/as participantes como importante para que algumas propostas fossem efetivadas. Os vazios urbanos são espaços sem uso, construídos ou não, em terras públicas ou privadas, que ao serem retidas desfavorecem a coletividade e a função social da propriedade e da cidade. As sugestões dos/as alunos/as do Colégio Ypiranga se somarão às de outros moradores do bairro durante a realização das Oficinas de Propostas.

O Plano de Bairro 2 de Julho é um projeto de extensão desenvolvido desde 2014 em parceria com movimentos, organizações e moradores do bairro, pelo Grupo de Pesquisa Lugar Comum da Faculdade de Arquitetura da UFBA. Durante o projeto, alunos/as do Ypiranga já participaram de diversas atividades, como as oficinas de vídeo e da cartografia social. 


Turma de participantes da Oficina de Propostas e equipe do Plano de Bairro 2 de Julho

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Cartografia Social no Bairro 2 de Julho: Propostas de uso para vazios urbanos.


O projeto de extensão do Plano de Bairro 2 de Julho, no período de abril a julho de 2016, realizou nove Oficinas de Cartografia Social no bairro, em colaboração com o Movimento Nosso Bairro é 2 de Julho (MNB2J). A atividade integra um projeto mais amplo de Cartografia Social organizado pela Articulação dos Movimentos e Comunidades do Centro Antigo de Salvador e com apoio do IDEAS - Assessoria Popular, sendo desenvolvido em conjunto com quatro comunidades do centro antigo: Bairro 2 de Julho, Gamboa de Baixo, Artífices da Ladeira da Conceição e ocupações do Movimento Sem Teto da Bahia - MSTB. No Bairro 2 de Julho, o projeto teve como enfoque a elaboração coletiva de propostas para os vazios urbanos existentes na área.

Vazio Urbano escolhido para desenvolver proposta de uso.
Vazios urbanos - Os vazios urbanos são edificações ou terrenos que permanecem inocupados ou subutilizados, esvaziados da sua função social, muitas vezes por razões especulativas, por serem localizados em áreas de grande interesse imobiliário pelos seus atributos históricos, culturais e paisagísticos. Este processo de abandono, deterioração física e desvalorização econômica também contribui para aumentar o lucro do mercado imobiliário. O (mal) uso destes vazios pode acarretar impactos negativos para a população moradora, principalmente para o segmento de baixa renda, que muitas vezes acaba sendo expulso dessas áreas. Um dos objetivos do Plano de Bairro é elaborar propostas de uso para esses vazios, contribuindo para a permanência e qualidade de vida dos habitantes. Para isso, optou-se pelo método da cartografia social.


Cartografia social - A cartografia social é uma metodologia alternativa de representação gráfica do espaço que permite que a elaboração de mapas não se concentre nas mãos dos técnicos e seja transferida para as mãos dos sujeitos que habitam e utilizam os espaços, refletindo suas próprias visões. Esse processo inclui uma diversidade ilimitada de formas de representação espacial que vão dos mais intuitivos (como mapas efêmeros, mapas mentais) aos mais técnicos (a exemplo de GIS, imagens satélite, modelagem 3D, etc.). Esse método também se distingue da cartografia convencional por produzir mapas que têm objetivos sociais, ambientais e/ou políticos explicitados.



Participantes reunidos na 2ª Oficina de Cartografia Social.
Oficinas - O projeto de Cartografia Social do 2 de Julho foi realizado em nove oficinas de 20 de abril a 13 de julho, nas quais foram desenvolvidas atividades como apresentação dos resultados da leitura técnico-comunitária do bairro, reconhecimento e mapeamento dos lugares de afetos e dos vazios urbanos existentes, caminhadas para apreensão dos vazios, discussões sobre as potencialidades, limitações e possibilidades desses espaços, elaboração de desenhos coletivos com propostas de uso e, por fim, modelagem virtual 3D das propostas realizadas. Todas as oficinas encerraram-se com uma avaliação sobre cada etapa do processo. 




Participantes apresentando os resultados desenvolvidos.
Propostas - Durante as atividades, os/as integrantes das oficinas propuseram usos que recuperassem alguns dos vazios identificados e contribuíssem para solucionar problemas do bairro. A partir das diversas propostas elaboradas, formou-se um consenso de que seria modelada uma praça pública em um espaço onde se localiza um conjunto de vazios, situado entre a rua Areal de Cima e a rua Visconde de Mauá, apelidado pelos/as participantes de “Vazio da Mangueira” pela grande árvore que ali se impõe.

No espaço da praça, propôs-se incluir um anfiteatro, áreas de lazer, banheiros, bebedouros públicos, bem como hortas e um galinheiro comunitários, que fariam parte de uma cooperativa de moradores/as a ser montada em um casarão desocupado que limita lateralmente o vazio. Nessa cooperativa funcionariam também uma creche e uma pequena loja para venda de insumos produzidos no local.



Foi proposto ainda usar as casas abandonadas da antiga Vila existente, para a criação de um conjunto de habitação social que teria acesso à praça. O modelo da praça foi feito utilizando o programa de computador Sketchup Make, um software livre de modelagem tridimensional de fácil obtenção e instrumentação. Num primeiro momento, ocorreram atividades de descoberta do software pelos/as participantes, onde eles puderam perceber, utilizando o Sketchup, as facilidades, possibilidades e limitações do programa. Depois, com base nas propostas dos desenhos coletivos foi feita a modelagem virtual da praça sobre o vazio.


Modelagem da proposta elaborada durante as oficinas.

As atividades da Cartografia Social no Bairro 2 de Julho resultaram não apenas nos produtos, desenhos, usos e modelos propostos para os vazios, mas também demonstraram, conforme os relatos dos/as moradores/as que participaram, a importância social e política de construir coletivamente novas formas de pensar e planejar o espaço urbano.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Amanhã começa o UrbBA[16] em Feira de Santana

Amanhã, 05 de outubro começa um novo ciclo do Seminário de Urbanismo da Bahia, o UrbBA[16] que traz como tema, Estatuto da Cidade, 15 anos: lutas, conquistas e paradoxos, o qual terá como objetivo colocar no atual contexto como um convite à reflexão sobre as cidades, a urbanização e o urbanismo na Bahia, em diálogo estreito com as escalas nacional e internacional do pensar e agir sobre a política urbana.

O UrbBA[16] será desenvolvido durante os dias 05, 06 e 07 de outubro na sede da Universidade Estadual de Feira de Santana e contará como Mesas Redondas, Sessões Temáticas, Oficinas Livres, e atividades culturais.

Encontre mais informações no blog do evento  http://urbba16.wixsite.com/uefs.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Na sua 5ª edição o UrbBA [15],terá como tema: Direito à cidade: uma nova agenda urbana? Rumo ao Habitat III.


Nos dias 03, 04, 05 e 06 de novembro de 2015, acontecerá, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, o UrbBA [15].
Neste ano, a 5ª edição do evento traz como tema: Direito à cidade: uma nova agenda urbana? Rumo ao Habitat III.
Os seminários Urbanismo na Bahia são promovidos em conjunto pela Faculdade de Arquitetura da UFBa e pelo colegiado de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana; Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos/UFBa (IHAC). Para essa edição, o Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais do IHAC, o LabMundo/UFBa, o Departamento de de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH) da UESB também dão apoio ao evento.

Serão analisados vários eixos temáticos que tendem discutir e aprofundar pesquisas sobre o temas urbanos contemporâneos principalmente sobre aquelas que analisam a cidade e o urbanismo na Bahia.
Para esta edição os eixos estudados foram divididos em 3 linhas: 1- Urbanização em Processo; 2- Produção Contemporânea do Espaço, Projetos de Urbanismo e a (Des)Construção do Comum; e 3- Urbanismo e Regulação.
As Inscrições para submissão de trabalhos e artigos ainda se encontram abertas, pois a data limite de aceite foi prorrogada até dia 02.10.2015. As mesmas, assim como mais informações acerca do Seminário podem ser conferidas no site oficial do evento : http://urbba15.tumblr.com


domingo, 9 de agosto de 2015

POSSE POPULAR


A Defensoria Pública da Bahia convida a todos para a Posse Popular que acontecerá nesta sexta feira, dia 14 de agosto, das 9 às 13h, no Largo 2 de Julho.
Haverá no evento, a posse dos novos Defensores Públicos, atendimento à comunidade do 2 de Julho e palestra de encerramento com a Defensora Pública Patricia Kettermann.
Programação:
9h: Saída da Praça da Piedade (Caminhada até o largo 2 de Julho)
10h: Chegada ao Largo 2 de Julho para atendimento à comunidade.
13h: Palestra de encerramento com a Patricia Ketterman (DEP/RS), no Auditório Milton Santos, CEAO (Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia), Praça General Inocêncio Galvão, 42 - Largo 2 de Julho.



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Reunião com Moradores

Em continuidade às atividades de elaboração do Plano de Bairro 2 de Julho, o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da UFBA, através do Grupo de Pesquisa Lugar Comum, realizou na quinta-feira 11 junho de 2015 às 18h, uma reunião no Colégio Ypiranga, com os residentes e comerciantes do bairro, com o propósito de conversar e tirar dúvidas acerca das áreas que estão sob decreto de desapropriação municipal e estadual.Os decretos de desapropriação que estão afetando a área do 2 de Julho são: Decreto Estadual nº 14.868 de 11/12/13, Decreto Municipal nº 24.435 de 07/11/13 e Decreto Estadual nº 14.865 de 11/12/13.

Reunião com moradores realizada nas dependências do Colégio Ypiranga 
Houve uma ampla participação das famílias. Conseguiu-se discutir e esclarecer através do diálogo com especialistas, diversas abordagens sobre o significado legal e político do processo de desapropriação, de diferentes situações particulares relatadas por alguns dos moradores presentes. 

Contamos também com a presença do advogado Vítor Santos, integrante do IDEAS (Instituto de Desenvolvimento de Ações Sociais), que colaborou trazendo informações ao respeito das legislações e dos direitos dos moradores.

A reunião também teve como intuito ampliar a comunicação e articulação entre os residentes do bairro afetados por este processo, para compartilhar informações à respeito das diversas ações de políticas e intervenções tomadas por órgãos públicos que estão incidindo na área. Desta forma, a troca de informação permite fortalecer os interesses de moradores e moradoras na defesa dos seus direitos como cidadãos e cidadãs.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Reunião com Lideranças, Organizações e Entidades do Bairro 2 de Julho.



Em continuidade às atividades de elaboração do Plano de Bairro 2 de Julho, o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da UFBA, através do Grupo de Pesquisa Lugar Comum, realizou no dia 30 de março de 2015 nas dependências do escritório do CEAO (Centro de Estudos Afro-Orientais), localizado no próprio Bairro 2 de Julho, uma importante reunião, que contou com a participação de representantes das principais entidades e lideranças do Bairro, entre os convidados presentes estiveram representantes das seguintes instituições: Bahia Street, Movimento Nosso Bairro é 2 de julho, Coletivo Vila Coração de Maria, Centro Cultural Que Ladeira é Essa?, IRAE (Instituto Romulo Almeida), Museu de Arte Sacra da Bahia, Acanne (Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro), ODARA (Instituto da Mulher Negra), Unidade de Saúde da Família, Sindhotéis (Sindicato dos Empregados em Hotéis, Bares e Similares) e Irmandade São Pedro dos Clérigos.



A reunião teve como finalidade abordar diversas questões relevantes em torno de um tema/pauta central: “Como Anda o Plano de Bairro 2 de Julho? Avaliação, previsões e encaminhamentos”. Além de informar e detalhar as principais atividades que já foram realizadas até o momento pelo Plano de Bairro como: oficinas, reuniões, levantamento e sistematização de dados, apurou-se significantes estratégias de mobilização para alcançar um nível de participação maior dos moradores, comerciantes e frequentadores do bairro vista através da opinião e ideias dos líderes e representantes das organizações presentes.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Mapa dos Decretos de Desapropriação

O atual processo de desapropriação de áreas no Bairro 2 de Julho e entorno do Centro Antigo, iniciou-se com a publicação, pelo estado da Bahia e Município de Salvador, de decretos que declaram de utilidade pública imóveis na região do Centro Antigo, com a finalidade de preservação, conservação e/ou requalificação. 
Em resposta a uma demanda levantada em reunião com moradores e lideranças do bairro, foi elaborado pela equipe do Plano de Bairro 2 de Julho, gerido pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, o presente mapa abaixo. 
É de extrema importância que você morador(a) possa acompanhar e conferir se o imóvel no qual você reside, é proprietário, tem comércio ou produz outras atividades, está incluído nessa lista de desapropriação. 
Segue também uma série de perguntas e respostas elaboradas pelo Plano para que os residentes possam se manter informados sobre direitos e deveres, de como agir caso seu imóvel esteja notificado para vistoriamento, aos quais órgãos competentes buscar auxílio, entre outras informações. 




sexta-feira, 19 de junho de 2015

Resultado Final -Seleção Bolsista Comunicação- Plano Participativo Bairro 2 de Julho

Prezad@s,

A equipe do Plano Participativo do Bairro 2 de Julho agradece a participação de tod@s na seleção para bolsista de Comunicação (1 vaga).  O candidato selecionado é:

-Guiovan Oliveira 

Bolsista Comunicação -Resultado Pré-selecionados para Entrevista

Prezados(as) Candidatos(as),

A equipe do Plano Participativo do Bairro 2 de Julho agradece a participação de tod@s na seleção para bolsista de Comunicação. Divulgamos abaixo a lista de selecionados para a entrevista, no dia de hoje 19/06/15 a partir das 14h00, nos horários relacionados ao lado.

Nome                                                          Horário
Crislane Santos de Almeida Sousa               14h00 
Guiovan Oliveira                                           14h15
Igor Tiago                                                   14h30
Jéssica Lima                                              14h45
Raquel Carvalho                                         15h00


IMPORTANTE: trazer para a entrevista trabalhos/estudos teóricos e práticos já desenvolvidos, preferencialmente impressos.

Local: Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura da UFBA. Rua Caetano Moura, nº 121, Federação (no momento da entrevista, por questões de greve, o local talvez pode ser mudado para a Casinha, localizado na mesma sede).  

Informações: plano2dejulho@gmail.com (Tel contato: 8754-6919 / 9242-4184)

terça-feira, 16 de junho de 2015



O Grupo de Pesquisa Lugar Comum (FAUFBA) convoca estudantes de Comunicação da UFBA para a Vaga (01) de Bolsista de Extensão no Projeto Plano Participativo do Bairro 2 de Julho (Centro de Salvador),disponibilizada pelo Programa Permanecer (Coordenação de Ações Afirmativas, Educação e Diversidade da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da Universidade Federal da Bahia).

ATIVIDADE: O bolsista assistirá à equipe executora do Plano Participativo do Bairro 2 de Julho, na parte de comunicação e mobilização comunitária, desenvolvendo conteúdos e materiais de divulgação, registro e trabalho em equipe participando em atividades junto com moradores(as) do bairro.

BOLSA: R$ 400,00 (quatrocentos reais), 20h semanais.

PRÉ-REQUISITOS: ser estudante de Comunicação da UFBA, ter interesse pelo tema, iniciativa e compromisso com o trabalho em equipe; e capacidade de produção de conteúdos e formatos comunicacionais.


PROCESSO DE SELEÇÃO: análise de currículo e entrevista na sede da FAUFBA.

PERÍODO DE INSCRIÇÃO DOS INTERESSADOS:     
Envio de Currículo até 18.06.2015 para o e-mail:
plano2dejulho@gmail.com (Tel contato: 8754-6919 / 9242-4184)

DIVULGAÇÃO DOS PRÉ-SELECIONADOS:
19.06.2015, às 08h00min (publicado em Blog do projeto www.lugarcomum.ufba.br.)

ENTREVISTAS:
19.06.2015, às 14h00min Local: Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura da UFBA. Rua Caetano Moura, 121, Federação.

PLANO PARTICIPATIVO DO BAIRRO 2 DE JULHO
Orientadora: Ana Fernandes

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


Guia dos Espaços Sociais

O Pequeno Guia de Espaços Sociais foi distribuído durante a Oficina de Memórias, realizada no dia 13 de dezembro no bairro 2 de Julho, com a finalidade de compartilhar com quem mora, trabalha ou visita o bairro, algumas das informações levantadas que mostram a diversidade social encontrada no local. Abaixo, você poderá conferir o conteúdo do Guia e realizar o download do arquivo em PDF.







terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Histórias do bairro 2 de Julho são relembradas
na Oficina de Memórias


Aconteceu dia 13 de dezembro a “Oficina de Memórias” do Plano de Bairro 2 de Julho. As atividades se iniciaram com a participação dos músicos locais Kinho Xavier (bandolim) e Kléber Aguiar (violão). Enquanto desfrutavam dos acordes do chorinho, os passantes registraram suas memórias do bairro no “Varal do Tempo” que foi “estendido” em pleno Coreto do Largo 2 de Julho.

O clima de recordações continuou quando a “Roda de Conversa” foi iniciada, mediada pela Prof.ª. Wlamyra Albuquerque, colaboradora do Plano de Bairro. Pessoas de diferentes idades que moram, trabalham ou frequentam o bairro contaram e ouviram histórias de como ele costumava ser, o quanto mudou e também de como algumas coisas nunca mudam: as memórias envolveram a antiga feira do Largo 2 de Julho, o clima boêmio dos anos 80, o período da ditadura, as atividades políticas e culturais, as relações de vizinhança, e, também, o crescimento urbano, a especulação imobiliária, e as questões ambientais. Os mais jovens também participaram trazendo lembranças mais recentes sobre o bairro e em que ele precisa melhorar.






















segunda-feira, 28 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014